
Dá pra imaginar o absurdo que é viver num país onde o racismo é apoiado pela lei e onde a maioria da população não tem o direito nem mesmo a aspirar aos melhores empregos e à participação política? Pois foi assim na África do Sul durante 40 anos, até que um jovem negro lutou para mudar a realidade do regime de apartheid, o que lhe custou 27 anos na prisão. Apesar de se situar em um contexto político específico, para mim, a luta de Nelson Mandela por uma nação mais justa é atemporal: não é preciso que exista uma legislação favorável para que o preconceito seja vigente em tantos lugares do mundo, gerando desigualdades sociais e atos de violência.
Por isso, tomei um susto quando li sobre o aniversário de 90 anos de Mandela, que foi na sexta passada. Mesmo já tendo se retirado da política (após se tornar o primeiro presidente negro da África do Sul em 1994), ele ainda é uma das figuras mais importantes do cenário mundial. Sua contribuição na luta contra a AIDS é apenas uma entre as muitas ações que ele desenvolve.
A história de Mandela é impossível de ser replicada, mas seu aniversário me fez pensar em por que não ouvimos falar de outros Mandelas, contemporâneos à nossa geração. As pessoas não acham que vale mais a pena perder tempo tentando mudar a realidade atual ou simplesmente quem tenta fazê-lo é menos acreditado que os veteranos como o líder sul-africano? Parece ser um pouco dos dois.
O fato é que o mundo está longe de ser perfeito; todos os dias, problemas antigos ganham novas formas e conseqüências. A própria África do Sul ainda precisa resolver questões sérias, como a restituição das terras retiradas dos negros durante o apartheid. Quem está à frente da luta pela manutenção do legado de Mandela? Por mais que existam pessoas comprometidas com a causa, o mundo ainda espera muito daquele que, agora, merece descansar e confiar nas gerações seguintes.
Mandela foi responsável pela proeza de ver além de um mal sacramentado por décadas, mas não parou por aí: ele é capaz de buscar soluções para problemas surgidos só recentemente, como a AIDS. O que nos impede de fazer o mesmo?
Por isso, tomei um susto quando li sobre o aniversário de 90 anos de Mandela, que foi na sexta passada. Mesmo já tendo se retirado da política (após se tornar o primeiro presidente negro da África do Sul em 1994), ele ainda é uma das figuras mais importantes do cenário mundial. Sua contribuição na luta contra a AIDS é apenas uma entre as muitas ações que ele desenvolve.
A história de Mandela é impossível de ser replicada, mas seu aniversário me fez pensar em por que não ouvimos falar de outros Mandelas, contemporâneos à nossa geração. As pessoas não acham que vale mais a pena perder tempo tentando mudar a realidade atual ou simplesmente quem tenta fazê-lo é menos acreditado que os veteranos como o líder sul-africano? Parece ser um pouco dos dois.
O fato é que o mundo está longe de ser perfeito; todos os dias, problemas antigos ganham novas formas e conseqüências. A própria África do Sul ainda precisa resolver questões sérias, como a restituição das terras retiradas dos negros durante o apartheid. Quem está à frente da luta pela manutenção do legado de Mandela? Por mais que existam pessoas comprometidas com a causa, o mundo ainda espera muito daquele que, agora, merece descansar e confiar nas gerações seguintes.
Mandela foi responsável pela proeza de ver além de um mal sacramentado por décadas, mas não parou por aí: ele é capaz de buscar soluções para problemas surgidos só recentemente, como a AIDS. O que nos impede de fazer o mesmo?
